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#PetrobrásFicaNoAmazonas | Lançamento da campanha debate os impactos da saída da Petrobrás no Amazonas

Manaus -  A campanha Petrobrás Fica no Amazonas foi lançada pelo Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) com apoio de parlamentares, entidades sindicais e movimentos sociais. O evento virtual debateu sobre a importância da Petrobrás no estado, as diversas atuações da empresa nos setores sociais, econômicos e ambientais e as consequências dos serviços já privatizados no Amazonas.

A live teve a participação do coordenador geral do Sindipetro-AM, Marcus Ribeiro, do diretor do Sindipetro-AM e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Paulo Neves e do diretor da FUP e do Sindipetro-PR, Mário DalZot como representantes da categoria. 

Os dirigentes sindicais ressaltaram a importância da campanha nacional Petrobrás Fica, iniciada pela FUP e demais sindipetros filiados para pressionar poderes políticos assim como ampliar o debate com a população sobre a privatização da Petrobrás, que inclui a venda de oito refinarias anunciadas pelo Sistema Petrobrás. 

Para Marcus Ribeiro, a campanha inicia em um contexto crucial na luta contra privatização, principalmente após a decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). “A campanha Petrobrás Fica no Amazonas é mais uma voz na campanha nacional da Petrobrás Fica. Estamos no momento decisivo enfrentando o desmonte das refinarias. Precisamos ir contra esse desmonte e também contra Fake News que estão disparando sobre a Petrobrás que auxiliam no seu desinvestimento”. 

Mário DalZot, que também tem atuado contra a venda da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), destacou a importância do modelo de refinarias para o Brasil e sobre a mentira da quebra de monopólio. “A Petrobrás vai contra o seu objeto social. No Brasil não existe monopólio e as empresas privadas podem construir refinarias. O parque de refino no Brasil foi desenhado para atender um determinado mercado. E agora estão comprando o que mercado que estas refinarias representam. Ou seja, não estão quebrando o monopólio, mas sim transformando em monopólio privado”. 

Amazonas possui a maior reserva de gás natural do Brasil e a autossuficiência da Petrobrás 

Os apoiadores da campanha ressaltaram a importante contribuição de ICMS da Petrobrás para o governo do Amazonas, que são provenientes da REMAN e do Polo de Urucu, assim como o aumento na taxa de desemprego, os impactos ambientais e da influência da Operação Lava-Jato no desmonte da Petrobrás.

A ex-senadora Vanessa Grazziotin pontuou a luta para a construção do Gasoduto Coari-Manaus como um dos maiores investimentos da Petrobrás no Amazonas. “Alguns pesquisadores norte americanos realizaram uma pesquisa que mostrava que a Amazônia não tinha petróleo e gás natural, mas com o investimentos da Petrobrás, descobrimos que o Amazonas possui a maior reserva de gás natural do país”. 

Vanessa Grazziotin também ressaltou o arrecadamento de ICMS da Petrobrás  e questionou como será realizado a contribuição após a privatização. “Quem garante que outra empresa vai garantir essa contribuição? A privatização da Petrobrás no Brasil inteiro é uma grande incompreensão. O que foi deixado de ser arrecadado com esses desinvestimentos é mais prejudicial”. 

O deputado estadual e presidente da Comissão de Minas e Energia na Alem, Sinésio Campos (PT) também destacou sobre a contribuição de ICMS da Petrobrás para o Amazonas. “A Petrobrás não vai só retirar empregos, mas também os tributos que são pagos para o governo do Estado investirem na saúde e economia”. 

Sinésio Campos ressaltou a importância do debate público sobre a Petrobrás na Aleam. “Temos que trabalhar uma política de Estado, que só se consolida quando todos tivermos redirecionamento eficaz para fazer o enfrentamento”. 

A representante da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) no Amazonas Isis Tavares, pontuou a operação Lava-Jato no início do desmonte da Petrobrás. “Quando iniciou a operação Lava-Jato e foi colocado o então presidente Pedro Parente, nós fizemos manifestação que também que éramos contra a corrupção, mas contra as pessoas que estavam praticando a corrupção na empresa e não contra a empresa em si”. 

Isis Tavares também ressaltou os impactos ambientais que a privatização pode acarretar a longo prazo, como exemplo da tragédia em Brumadinho. “A questão ambiental é muito importante. A venda da Petrobrás é usada para explicar sobre lucratividade, mas a que custo para o meio ambiente? O impacto na natureza e preservação ambiental da Petrobrás como estatal no Amazons é muito importante e bem pensada. Podemos analisar o que ocorreu em Brumadinho e enfrentamos um cenário justamente quando a preservação do meio ambiente parce mentira ou é coisa de esquerdista, como eles falam”. 

O deputado federal e candidato para a Prefeitura de Manaus José Ricardo também destacou a importância da Petrobrás no Amazonas em defesa dos empregos e da exploração consciente da riqueza natural para a população. “O processo de privatização da Reman e do Polo de Urucu é um grande prejuízo para o Amazonas. Estamos vendo os interesses, muitas vezes estrangeiros e do setor privado, com o lucro como objetivo principal. O Amazonas é uma região estratégica e com riqueza natural importante para o país, não podemos entregar essas riquezas para o estrangeiro , asim como também devemos defender os empregos”. 

Serviços privatizados no Amazonas 

Os serviços já privatizados no Amazonas também foram debatidos e analisados na live. O Amazonas que tem serviços de telefonia, internet, fornecimento de energia elétrica e água já privatizados sofre com constantes quedas de energia e falta de água na capital Manaus e nos municípios do interior do estado.

De acordo com estudos do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e BiocombustíveisZé Eduardo Dutra (Ineep) e da PUC-RIO, um dos principais impactos com a privatização da Petrobrás é o risco de desabastecimento de combustíveis e gás natural. 

Para o diretor do Sindipetro-AM, Paulo Neves este é um dos modelos de privatização que devem ser analisados e pontuados com a população. “Aqui no Amazonas possuímos um dos piores serviços de telefonia e internet do país, além de uma das contas de energia elétrica uma taxa muito elevada”.

O deputado estadual Sinésio Campos também abordou sobre a problemática dos serviços já privatizados no Amazonas. “Os serviços já privatizados no Amazonas, como a energia elétrica é um exemplo para ser analisado. Com o fornecimento de energia elétrica privatizado temos grandes e constantes apagões no Amazonas”. 

Live de Lançamento: https://bit.ly/2FuF3Mx

Link para petição: https://bit.ly/2ST0wBF

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